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1 Fevereiro 2019

Millennials e Geração Z: leais às empresas?

Este texto foi baseado no estudo realizado pela Deloitte: Millennial Survey.

Na análise do inquérito foi considerado que os “Millennials” nasceram entre: 1983 a 1994, e que a “Geração Z” é referente aos indivíduos que nasceram entre 1995 a 1999. Na verdade, aquilo que os “Millennials” e “Geração Z” esperam das empresas e o que observam tem consequências diretas na sua lealdade e no tempo que pretendem ficar na empresa.
É observável no estudo, que os “Millennials” e a “Geração Z” sentem um enorme desapego relativamente às empresas, isto porque não acreditam que as mesmas vejam para além do lucro e das receitas, o que os desmotiva.
Mas quais são os fatores que influenciam a lealdade?
Empresas que são vistas como apenas interessadas no seu lucro não criam lealdade entre os seus colaboradores – este não é um sentimento ingénuo, tanto uma geração como outra, percebem que é necessário o lucro, porém acreditam que há valores e estratégias que devem ser consideradas tão importantes como as receitas.
Em contrapartida, existem fatores que contribuem para a lealdade do colaborador: recompensa financeira, cultura de trabalho positiva, flexibilidade, oportunidade de aprendizagem contínua, programas de bem-estar e incentivos, boa reputação de comportamento ético, diversidade e inclusão, oportunidades de voluntariado/fazer a diferença na sociedade.
Denota-se que os “Millennials” colocam em primeiro lugar a recompensa financeira – pode parecer um pouco hipócrita, mas na verdade tem que ver com a ideia que defendem: a riqueza deve ser distribuída pelos colaboradores, o que consequentemente leva a uma maior qualidade de vida - e, seguidamente, a uma cultura de trabalho positiva.
Por outro lado, a “geração Z” escolhe a cultura de trabalho positiva como o fator mais importante, e a recompensa financeira como segundo fator. Curiosamente, as duas gerações pensam que a flexibilidade é o terceiro fator que mais influencia a lealdade do trabalhador. O interesse na economia de “biscates” Cada vez mais, se denota um crescimento no número de pessoas que deixam os seus empregos a tempo inteiro para se dedicarem a contratos mais curtos, ou para serem freelancers.
No estudo foi possível averiguar que havia uma maioria que além do seu trabalho a tempo inteiro já fez, faz ou pensa fazer trabalho de freelancer, ou até mesmo deixar o seu emprego para se dedicar apenas a isso. Mas porquê? Curiosamente, 62% dos inquiridos referiram que se deve a uma possibilidade de maior rendimento. Por outro lado, a flexibilidade e liberdade, são fatores que pesam muito aquando da tomada de decisão de deixar o trabalho a tempo inteiro para ser freelancer.
Mas será que os empregadores vão conseguir oferecer salários mais altos e mais flexibilidade aos seus colaboradores?
Se não conseguirem, poderão ver um grande segmento das suas equipas a saírem.
A flexibilidade continua a ser muito importante para as duas gerações
A questão da flexibilidade é um tema relevante, uma vez que o desejo de não deter um horário restrito e apenas um local de trabalho tem vindo a aumentar ao longo dos anos. Na verdade, 55% dos inquiridos acreditam que há mais flexibilidade nas empresas do que há três anos.  Para ambas as gerações essa flexibilidade demonstra confiança nos colaboradores, o que é altamente apreciado pelos últimos.
No mesmo sentido, acreditam que aumenta a produtividade e rentabilidade, ou seja, uma situação de benefício mútuo.  
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