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As empresas familiares: confiança e incerteza

As empresas familiares têm um papel fundamental na economia europeia, embora, nem sempre se reconheça. Representam números acima dos 55% do tecido empresarial, e são oriundas de diferentes ramos e podem assumir variadas dimensões.

Confiança em abundância

As empresas familiares apresentaram forte crescimento, e prevê-se que seja um dos maiores para os próximos 12 meses. Isto possibilitou, juntamente com um ambiente socioeconómico favorável, a estimulação da confiança das empresas familiares relativamente ao futuro.

Esta ficou patente nas decisões estratégicas ao nível do capital humano (incremento do Headcount). Observamos ainda que, 54% dos inquiridos aumentaram o seu número de colaboradores no último ano. Além disso constatamos que 64% dos inquiridos afirmaram que o volume de negócios aumentou no último ano em comparação com os valores do ano passado.

Impulsionando a inovação

A inovação continua a ser uma grande preocupação das empresas familiares europeias. Deste modo, verificamos, que segundo o inquérito realizado, os gestores estão determinados a impulsionar a inovação.

As novas condições de mercado e os novos modelos de negócio pressionam as empresas a se adaptarem a esta nova etapa, dando resposta às mudanças e adversidades em tempo real, simplificando o processo de inovação. Contudo, esta adaptação não é inesperada no contexto empresarial, visto que, as empresas familiares, já contactaram com diversas fases e ciclos de mudança nos modelos de negócio, uma vez que, este modelo de negócio (familiar) é dos mais antigos. Isto prova as suas capacidades de persistência e resiliência.

Não é só a inovação que importa, os investimentos estratégicos também são essenciais. A inovação resulta das operações diárias e não só através da I&D.

Futuramente, prevê-se que a inovação se mantenha no topo das expectativas, sendo prioritário para 24% dos inquiridos.

Gerir os desafios mantendo a competitividade

Apesar de observarmos níveis elevados de confiança, não há dúvidas de que irão surgir desafios. A concorrência é um aspeto a ter em conta, dado que, a mesma está bastante “agressiva” atualmente. Com a inovação, a qualidade aumenta e a margem de erro diminui (intensificando a disputa por talento). Isto surge do facto da incorporação de novas funções não tradicionais e especializadas no meio empresarial. Potencializar a competitividade em termos de economia digital é trabalhoso e complicado, sendo este talento importantíssimo.

Para conquistarem um lugar no meio empresarial, as empresas familiares adotam abordagens criativas para gerir estes talentos, atraindo-os através da diferenciação dos demais concorrentes.

Planeando a incerteza

Não só os desafios operacionais inquietam os empresários como também, a incerteza política os aflige, por exemplo o Brexit (apenas 10,9% tomaram medidas para se prepararem). Para preparar a incerteza existente, as empresas passaram a tomar medidas mais conservadoras (adiando desta forma a expansão para outros mercados). Apenas 36% dos inquiridos aumentaram as atividades no exterior durante o último ano. Para isso a solução passa por explorar territórios económicos alternativos aos tradicionais.

 

Este texto foi baseado no artigo: https://assets.kpmg/content/dam/kpmg/pt/pdf/kpmg-barometro-europeu-empresas-familiares.pdf

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